Desemprego cai no Maranhão e população ocupada chega a 2,7 milhões no 2º trimestre
O resultado representa uma queda de 0,9 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre do ano (6,9%)
Por Administrador
Publicado em 14/08/2026 12:45
Politica

O mercado de trabalho no Maranhão apresentou indicadores positivos no segundo trimestre de 2026. A taxa de desocupação no estado recuou para 6,0%, registrando o menor índice para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, iniciada pelo IBGE em 2012.

 

O resultado representa uma queda de 0,9 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre do ano (6,9%). Historicamente, o indicador do segundo trimestre costuma ser inferior ao do primeiro no estado desde 2022. Com o desempenho recente, o percentual de 6,0% só não é menor do que os registrados nos quartos trimestres de 2013 e de 2025, quando a taxa ficou em 5,6%.

 

Queda no desemprego e alta na ocupação

A redução na taxa refletiu diretamente no contingente de pessoas em busca de oportunidade. O número de desocupados no Maranhão caiu 11,9% na comparação com o trimestre anterior, passando de 198 mil para 174 mil pessoas — uma retração absoluta de 24 mil trabalhadores. Em relação ao segundo trimestre de 2025, a redução foi de 5,6% (menos 10 mil pessoas).

Na outra ponta, o número de pessoas ocupadas subiu 2,7%, alcançando 2,729 milhões. Foram incorporados 72 mil trabalhadores ao mercado em relação aos três primeiros meses do ano. No confronto com o mesmo período de 2025 (2,615 milhões), a expansão foi de 4,4%, somando 114 mil ocupados a mais.

Indicador 1º Trimestre / 2026 2º Trimestre / 2026 Variação Absoluta Variação %
Taxa de Desocupação 6,9% 6,0% -0,9 p.p.
População Desocupada 198 mil 174 mil -24 mil -11,9%
População Ocupada 2,657 milhões 2,729 milhões +72 mil +2,7%
Taxa de Informalidade 57,6% 56,9% -0,7 p.p.

Setor público e indústria puxam contratações

O crescimento da população ocupada foi impulsionado sobretudo pelo setor público e atividades correlatas. O agrupamento de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais liderou os ganhos em números absolutos, com acréscimo de 54 mil pessoas (+9,6%). O movimento é sazonalmente comum na transição do primeiro para o segundo trimestre, quando gestões municipais costumam recompor quadros após cortes ao fim do ano anterior.

Outros setores com desempenho positivo foram:

  • Indústria (extrativa, de transformação e serviços industriais): +12 mil pessoas (+8,9%);
  • Alojamento e Alimentação: +11 mil pessoas (+7,4%).

Em contrapartida, registraram retração de postos de trabalho o Comércio e reparação de veículos (-9 mil pessoas; -1,6%) e o Setor Primário (-8 mil pessoas; -2,2%). O setor agropecuário maranhense vem repetindo essa variação negativa entre o primeiro e o segundo trimestre pelo segundo ano consecutivo.

Informalidade e trabalho autônomo

A taxa de informalidade no Maranhão caiu de 57,6% para 56,9%, interrompendo três trimestres consecutivos de alta. Apesar do recuo — o menor patamar registrado desde o terceiro trimestre de 2025 —, o estado segue com a maior taxa de informalidade do país, seguido pelo Pará (55,9%).

Em números absolutos, a quantidade de informais subiu de 1,529 milhão para 1,552 milhão (+1,5%). No entanto, o percentual relativo caiu porque a ocupação formal cresceu em ritmo mais acelerado (+4,4%), puxada por contratações no setor público e no setor privado com carteira assinada.

Entre os trabalhadores por conta própria (autônomos), que representam 33,8% dos ocupados no estado (923 mil pessoas):

  • 92,3% (852 mil) atuam na informalidade, ou seja, sem registro de CNPJ;
  • O rendimento médio mensal do autônomo informal no Maranhão é 64,3% inferior ao daquele que possui CNPJ;
  • A renda do conta própria informal no estado é 38,1% menor do que a média geral de rendimentos do Maranhão.

Rendimento estável e avanço na massa salarial

O rendimento médio mensal real habitualmente recebido pelos trabalhadores maranhenses ficou em R$ 2.284 no segundo trimestre de 2026, mantendo estabilidade estatística em relação ao trimestre anterior (R$ 2.304; -0,9%) e ao mesmo período de 2025 (R$ 2.266; +0,8%).

Apesar de continuar sendo o menor rendimento médio do país, o valor maranhense passou a corresponder a 61,1% da média nacional (R$ 3.738), ante 60,7% no trimestre anterior. Frente ao Distrito Federal (R$ 6.171), maior rendimento do país, a renda do trabalhador maranhense equivale a 37,0%.

Com mais pessoas trabalhando, a massa de rendimento real (soma de todos os rendimentos da população ocupada) injetou R$ 6,100 bilhões por mês na economia do estado. O montante representa uma alta de 2,3% (R$ 136 milhões a mais por mês) na comparação com o primeiro trimestre e de 5,3% (R$ 306 milhões a mais) frente ao segundo trimestre de 2025.

Panorama Nacional e Regional

O movimento de queda no desemprego no Maranhão acompanhou a tendência do país e da Região Nordeste:

  • Brasil: A taxa de desocupação recuou para 5,4% no 2º trimestre de 2026 (frente a 6,579 milhões no trimestre anterior, o estoque de desocupados caiu para 5,861 milhões). Foi a menor taxa para um segundo trimestre desde 2012.
  • Nordeste: A região manteve a maior taxa de desocupação entre as Grandes Regiões (7,6%), caindo em relação aos 8,4% do trimestre anterior. A menor taxa do país ficou no Sul (3,2%).
  • Ranking Nordestino: Dentro da Região Nordeste, a taxa de 6,0% do Maranhão só ficou acima do Rio Grande do Norte (5,6%) e da Paraíba (5,4%). As maiores taxas da região — e do país, atrás apenas do Amapá (9,8%) — foram registradas na Bahia (9,1%) e em Sergipe (7,9%).
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