Prints mostram pressão sofrida pela mãe de Gustavo antes da tragédia
Mensagens expõem pressão do pai para buscar Gustavo, mesmo com febre alta, antes da morte da criança em Palmas (TO).
Por Administrador
Publicado em 09/08/2026 00:00
Politica

A mãe de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, divulgou capturas de tela de mensagens trocadas com o pai da criança, Igor Gustavo Veloso de Souza (33), semanas antes de o menino morrer em Palmas (TO). Os diálogos revelam a insistência e o tom ríspido de Igor para buscar o filho, mesmo após a mãe informar que o garoto estava com febre alta e em estado debilitado.

 

Nas mensagens registradas em julho, Igor cobra de forma incisiva a entrega de Gustavo, sem considerar o aviso de que a criança apresentava 40,8 °C de febre. A mãe tenta explicar a gravidade do quadro de saúde ao solicitar que o pai aguardasse o fim da doença, mas enfrenta a pressão constante dele para assumir a guarda temporária do filho.

 

Em um dos trechos, Igor escreve: “Por favor. Não pisa na bola”. Ao receber a recusa, ele questiona o direito de cuidar de Gustavo mesmo doente: “Não pode acordar?” e “Não pode vir dormindo?”. Em outro sábado, o pai eleva o tom e insiste: “Se vc estiver fazendo diária ou estiver no inferno, deixa o menino. Por favor”. Essas falas expõem a tensão entre os pais e o esforço da mãe para poupar o filho de riscos enquanto buscava tratamento em casa.

 

Gustavo Veloso Feitosa morreu em 3 de agosto de 2026. Após a morte do menino em Palmas, o pai Igor Gustavo Veloso de Souza e a companheira dele, Kathellen Moreira (23), foram presos. Ambos são acusados de tortura e homicídio, suspeitos de submeter a criança a violência extrema. A defesa nega as acusações, mas o caso segue em investigação.

 

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Gustavo sofreu hemorragia interna e múltiplas lesões corporais graves, compatíveis com maus-tratos sistemáticos. A divulgação das capturas de conversas reforça os dilemas enfrentados pela mãe, que tentava proteger o filho das exigências de convivência do pai mesmo diante do estado crítico de saúde.

 

As mensagens tornadas públicas demonstram o conflito entre o direito de visitação e a responsabilidade de zelar pela integridade de uma criança doente. Familiares e autoridades acompanham o desdobrar do inquérito para apurar a participação de cada envolvido e garantir justiça à memória de Gustavo.

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