IMPERATRIZ: Homem é condenado a mais de 23 anos de prisão por matar ex-companheira
O crime foi classificado como feminicídio qualificado
Por Administrador
Publicado em 13/06/2026 00:00
Politica

O Tribunal do Júri de Imperatriz condenou Eliezio da Silva Santos a 23 anos e dois meses de reclusão pelo assassinato da ex-companheira, Marcilene Sousa Rodrigues.

 

O crime ocorreu em janeiro de 2024, no bairro Mercadinho, em Imperatriz, e foi classificado como feminicídio qualificado.

 

A acusação foi conduzida pelo titular da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Imperatriz, promotor de justiça Carlos Róstão.

 

Durante o julgamento, os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA), reconhecendo que o crime foi praticado por motivo torpe, mediante emboscada, dificultando a defesa da vítima, além do emprego de asfixia e meio cruel.

 

De acordo com as investigações, Marcilene e Eliezio mantiveram uma união estável por cerca de dois anos na cidade de Colinas.

 

Após o término do relacionamento, a vítima passou a sofrer perseguições e foi alvo de sucessivas tentativas de feminicídio.

 

As apurações apontaram que, em duas ocasiões, o condenado chegou a contratar um pistoleiro para assassinar a ex-companheira.

 

Temendo por sua segurança, Marcilene deixou Colinas e se mudou para Imperatriz, onde buscou proteção na Casa da Mulher Maranhense.

 

Ela permaneceu acolhida na instituição por aproximadamente um mês e, posteriormente, passou a morar em uma quitinete.

 

Segundo o Ministério Público, Eliezio conseguiu descobrir o novo endereço da ex-companheira e alugou uma quitinete no mesmo condomínio, utilizando uma identidade falsa para ocultar sua presença.

 

A estratégia permitiu que ele monitorasse a rotina da vítima sem levantar suspeitas. No dia do crime, o acusado aguardou Marcilene retornar do trabalho.

 

Quando ela chegou ao local, foi surpreendida pelo agressor e atacada com um golpe de faca no pescoço em plena via pública. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

 

Com a condenação, a Justiça reconheceu a gravidade dos fatos e a sequência de atos de perseguição e violência que culminaram no assassinato da vítima, reforçando o entendimento de que o crime foi motivado por razões da condição de sexo feminino e marcado por extrema crueldade.

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