O Brasil registrou um fato inédito na dinâmica socioeconômica ao ultrapassar em número absoluto o total de pessoas que recebem o Bolsa Família em relação às que possuem emprego formal com carteira assinada (CLT).
Cerca de 48,6 milhões de pessoas são beneficiárias do programa de transferência de renda, enquanto aproximadamente 39,2 milhões de brasileiros têm vínculos formais de emprego no país.
Essa inversão é um reflexo das mudanças estruturais no mercado de trabalho e na economia brasileira nos últimos anos.
O Bolsa Família, programa de assistência social mantido pelo governo federal, foi ampliado e hoje atende a um número expressivo de famílias em situação de vulnerabilidade, enquanto a formalização do trabalho tem enfrentado desafios de crescimento mais lento.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o emprego formal no Brasil tem atingido cerca de 39 milhões de vínculos com carteira assinada, um dos maiores patamares históricos, mas ainda assim abaixo do total de beneficiários do programa social. O dado indica uma expansão relativa maior da transferência de renda em relação ao ritmo de geração de empregos formais.
O debate em torno dessa realidade tem repercutido amplamente nas redes sociais e em debates políticos.
Um dos argumentos é o de que políticas de assistência, embora essenciais em momentos de crise ou para redução da pobreza, não substituem a necessidade de criação de empregos de qualidade e estímulo ao crescimento econômico sustentável. Outros defendem que a expansão de programas sociais é uma resposta necessária ao desemprego estrutural e às desigualdades históricas.
Fonte: M5portsBrasil