Weverton diz que vai “recolocar o pino na granada” para viabilizar Messias no STF
Weverton é relator da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal
Por Administrador
Publicado em 29/11/2025 00:05
Politica
Relator da indicação afirma que encontro com AGU teve foco em articulação política e diálogo no Senado

O senador Weverton Rocha (PDT-MA), escolhido relator da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que irá trabalhar para “recolocar o pino na granada” e conter resistências à indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

A declaração foi dada após o primeiro encontro formal entre Weverton e Messias, realizado na quinta-feira (27). A reunião durou cerca de 1h30 e foi seguida por um almoço entre os dois. O senador confirmou que pretende se reunir-se com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tratar da tramitação da indicação.

 

Weverton revelou que foi surpreendido com a escolha como relator e que agora passou a se dedicar diretamente à construção do parecer.

 

Não é desmontar. Quando eu disse que jogaram a granada sem pino, foi porque percebi que há um movimento forte e não será fácil. As últimas indicações não foram tranquilas. André Mendonça e Flávio Dino passaram com margem apertada, assim como o procurador-geral da República. Agora, vou atrás do pino para evitar que essa granada exploda”, afirmou o senador.

 

A fala faz referência à entrevista concedida por Weverton ao jornal O GLOBO, na qual disse ter recebido “uma granada sem pino”, em alusão à complexidade política da relatoria.

 

Indicação ainda não chegou ao Congresso

Questionado sobre o fato de a mensagem oficial do Planalto ainda não ter sido enviada ao Congresso Nacional, o senador evitou comentar o tema.

 

Enquanto isso, Jorge Messias tem intensificado a chamada rodada de reuniões com senadores - nos bastidores conhecida como “beija-mão” - para ampliar o apoio à sua indicação.

 

Paralelamente, o Palácio do Planalto tenta articular o adiamento da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), atualmente marcada para o dia 10 de dezembro.

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