Zilma Rodrigues da Silva foi condenada a 12 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo assassinato do próprio cunhado, Ariclenes Souza Brito, em Tocantinópolis. Segundo o processo, ele foi atacado a facadas enquanto dormia, depois de uma discussão ocorrida durante uma festa.
O julgamento foi realizado nesta sexta-feira (02/10) pelo Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Tocantinópolis, sob a presidência do juiz Helder Carvalho Lisboa.
De acordo com os autos, o crime aconteceu na madrugada de 30 de janeiro. Ariclenes mantinha um relacionamento com a irmã de Zilma e havia participado de uma festa na noite anterior.
Durante o evento, houve uma discussão envolvendo a ré e a vítima. Depois, após uma briga entre Ariclenes e a companheira, ele foi atacado a facadas enquanto dormia e morreu ainda no local.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram Zilma como autora do homicídio e entenderam que o crime foi cometido mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, justamente pela circunstância em que o ataque ocorreu.
A acusação também sustentava a qualificadora de motivo fútil, mas essa tese foi rejeitada pelo Conselho de Sentença.
Pena de 12 anos e prisão mantida
Com base na decisão dos jurados, o juiz Helder Carvalho Lisboa fixou a pena em 12 anos de reclusão, a ser cumprida inicialmente em regime fechado.
O magistrado também decidiu manter a prisão preventiva de Zilma e negou à condenada o direito de recorrer em liberdade.
Na sentença, o juiz apontou a necessidade de garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal. Também levou em consideração o fato de Zilma já ter descumprido anteriormente regras impostas durante uma prisão domiciliar, ao realizar uma viagem sem autorização judicial.
Outro ponto mencionado na decisão é que Zilma já possui uma condenação por homicídio na comarca de Colinas do Tocantins.
Indenização de R$ 20 mil
Além dos 12 anos de prisão, a sentença determinou o pagamento de R$ 20 mil a título de indenização por danos morais decorrentes do crime.
A condenação foi definida pelo Tribunal do Júri, mas a defesa ainda pode recorrer da sentença.