Justiça Eleitoral coloca urnas à prova antes do 1º turno; entenda como funciona
Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas
Por Administrador
Publicado em 30/09/2026 00:00
Politica

Papel de um lado, urna eletrônica do outro. Antes de o eleitor paulista escolher seus candidatos neste domingo (4), parte das máquinas que serão utilizadas nas eleições passará por uma espécie de “prova dos nove” da Justiça Eleitoral.

 

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) deu início nesta terça-feira (29) à preparação do Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas. No estado, 33 equipamentos serão submetidos à auditoria por amostragem.

 

A lógica é simples: primeiro, votos fictícios são registrados em papel. Depois, no dia da eleição, exatamente as mesmas escolhas são digitadas nas urnas selecionadas. No fim, os dois resultados precisam coincidir.

 

O procedimento está previsto nas normas de fiscalização do sistema eleitoral e é realizado no mesmo dia e horário da votação oficial.

 

Uma eleição de mentirinha para testar a urna de verdade

A preparação começou com 16,4 mil cédulas de papel.

Um grupo de 42 participantes começou a preenchê-las com votos fictícios. Participam do processo servidores da Justiça Eleitoral, representantes de instituições fiscalizadoras, partidos e integrantes da sociedade civil.

 

Depois de preenchidas, as cédulas ficam guardadas em urnas de lona lacradas.

É no domingo que começa a parte decisiva do teste. Os votos registrados no papel serão reproduzidos nas urnas eletrônicas escolhidas para a auditoria. Ao término da votação simulada, o resultado produzido pelas máquinas será confrontado com o conteúdo das cédulas.

 

Em outras palavras: a Justiça Eleitoral já sabe quantos votos foram inseridos no sistema e verifica se a urna apresenta exatamente o mesmo resultado.

 

O TSE informa que o teste é realizado desde 2002 e que ao longo desse período, não foi registrada divergência entre os votos inseridos nas máquinas auditadas e os resultados apresentados por elas.

 

Teste pode ser acompanhado

A auditoria não acontece a portas fechadas. O procedimento é público, conta com acompanhamento de entidades fiscalizadoras e tem gravação em áudio e vídeo. As normas eleitorais também determinam a realização do teste em local público definido pelos tribunais regionais.

 

Em São Paulo, parte dos trabalhos será realizada no Centro Cultural São Paulo (CCSP).

O teste de integridade é apenas uma das etapas de fiscalização das urnas. A Justiça Eleitoral também realiza procedimentos para verificar a autenticidade dos sistemas instalados nos equipamentos e permite o acompanhamento por entidades habilitadas.

 

No domingo, enquanto milhões de eleitores estiverem escolhendo seus representantes, as urnas selecionadas para a auditoria estarão passando pelo teste em paralelo. Os votos usados nessa simulação não fazem parte da apuração oficial da eleição.

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