Dino alega preconceito em críticas à sua atuação no STF
O ministro da Justiça, Flávio Dino (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Por Administrador
Publicado em 21/09/2026 16:44
Politica

Dino denuncia que parte das críticas à sua atuação no STF não se limitam ao campo jurídico, mas carregam preconceito contra sua origem nordestina, e reforça tanto sua formação intelectual quanto o compromisso com a independência do Judiciário.

 

O ministro do STF, publicou no Instagram que críticas à sua atuação na Corte carregam um padrão de desqualificação por sua origem nordestina, especialmente por ser maranhense.

 

Entre os termos citados estão “jurista de província”, “pessoa destituída de qualquer qualificação” e “oratória grandiloquente de província”. Dino afirma que isso revela “ódio à sua procedência regional” e constitui preconceito de matriz racista.

 

Parte das críticas questionou suas referências filosóficas em votos. Dino rebateu ironicamente, lembrando sua formação acadêmica na UFMA e UFPE, onde estudou Aristóteles e outros pensadores.

 

Ele destacou que, como magistrado, zela pela independência funcional diante de todos os poderes, pois sem isso não existe Judiciário.

 

Dino afirmou que seguirá tendo orgulho do Nordeste e da Amazônia, regiões onde aprendeu a não se submeter às imposições das “metrópoles” brasileiras ou estrangeiras.

 

Ele disse aceitar debates e críticas, mas considera seu dever apontar quando certas expressões ofendem a dignidade. Cobrou maior qualidade ética e técnica dos críticos. “Da minha parte, seguirei citando a Constituição Federal, as leis, Aristóteles, Max Weber, Hobbes, e tudo que eu achar pertinente, inclusive Chico César e Fábio Porchat“, disse.

 

“E também seguirei tendo orgulho da minha “província”, do Nordeste e da Amazônia, onde aprendi a não me submeter aos gritos e imposições de quem se acha intérprete das “metrópoles” do Brasil ou de países estrangeiros. Sou magistrado, e por isso zelo pela independência funcional diante de todos os poderes públicos e privados, pois sem ela não existe Poder Judiciário”.

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