Câmara libera milhares de emendas parlamentares sem transparência
Dino é o relator dos processos sobre fraude nas emendas parlamentares
Por Administrador
Publicado em 14/07/2026 00:00
Politica

O repasse é informado em atas das reuniões das bancadas partidárias. Essas atas, porém, estão indisponíveis para acesso público, em desacordo ao que está previsto na legislação brasileira

 

A Câmara indicou 1.341 emendas de comissão que totalizam R$ 1,3 bilhão sem transparência, similares ao ‘orçamento secreto’, sobre quem é o verdadeiro autor, apenas em 2025, aponta relatório divulgado pela Transparência Brasil divulgado nesta segunda-feira.

 

O repasse é informado em atas das reuniões das bancadas partidárias. Essas atas, porém, estão indisponíveis para acesso público, em desacordo ao que está previsto na legislação brasileira.

 

Emendas sem autor recebem a assinatura da liderança partidária, sem maiores informações de quem verdadeiramente fez a indicação. Sete partidos fizeram indicações do tipo: PP, União Brasil, Republicanos, PL, Avante, Podemos e Solidariedade. O montante equivale a 16% do total das emendas de comissão.

 

Investigação

Boa parte dessas chamadas “emendas de liderança” (R$ 818,1 milhões) partiu da Comissão de Saúde, dominada pelo PL, partido presidido por Valdemar Costa Neto, que não tem mandato nem como deputado e ou senador. Costa Neto é acusado de participar de esquema suspeito de desviar R$ 119 milhões em emendas e teve esse mesmo valor bloqueado em bens por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino.

 

Investigadores da Polícia Federal (PF) investigam se o dirigente do PL contou com a cumplicidade de servidores da Câmara para direcionar a ele os recursos herdados do escândalo conhecido como ‘orçamento secreto’.

 

Três parlamentares do PL, segundo a apuração, aparecem como autores das emendas parlamentares suspeitas: Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do partido na Câmara, Luiz Carlos Motta (SP) e Capitão Alden (BA).

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