Maranhense morre atropelado e corpo é sepultado como indigente no Distrito Federal
Por Administrador
Publicado em 08/07/2026 00:00
Politica

Um homem natural de Codó, no Maranhão, morreu após ser atropelado no Distrito Federal e acabou sepultado como indigente, já que nenhum familiar procurou as autoridades a tempo para a liberação do corpo.

Segundo a Polícia Civil, o maranhense se chamava Marcos Antonio Ribeiro da Silva, de 42 anos, que morreu após um atropelamento na noite do dia 16 de junho deste ano, por volta das 22h25, na Estrada Parque Taguatinga (EPTG), nas proximidades do Shopping DF Plaza, na região de Vicente Pires.

O motorista foi identificado como Diogo Duylio Sales Oliveira, que afirmou na delegacia que prestou socorro à vítima. Marcos foi atendido pelo Corpo de Bombeiros e ainda foi levado com vida para o Hospital de Taguatinga, mas não resistiu aos ferimentos.

“O motorista relatou que trafegava na via quando viu uma pessoa atravessando a pista correndo. Informou que o pedestre, ao ingressar na via, percebeu que não conseguiria concluir a travessia e acabou permanecendo no meio da pista. Diante da situação, o motorista disse que reagiu imediatamente, acionando os freios e tentando desviar, mas acabou atingindo o pedestre de forma lateral”, declarou o delegado Diogo Carneiro, que investiga o caso.

A causa da morte foi registrada como traumatismo cranioencefálico (TCE), e o óbito foi confirmado no dia 20 de junho.

O caso está sendo investigado como ‘atropelamento de pedestre com vítima fatal’ na 38ª Delegacia de Polícia, que busca esclarecer as circunstâncias do atropelamento e identificar o veículo envolvido no acidente.

Ainda de acordo com a Polícia Civil do DF, Marcos vivia em situação de rua e não possuía residência fixa no Distrito Federal. No entanto, conforme os dados documentais, Marcos era filho de Marineide Ribeiro da Silva e nasceu em 30 de outubro de 1983, no município de Codó (MA).

Após a confirmação da morte, o corpo de Marcos ficou guardado no Instituto Médico Legal (IML) de Brasília, mas nenhum familiar compareceu para fazer o reconhecimento.

No Distrito Federal, por regra, há um prazo máximo de 15 dias para que o corpo permaneça no IML. Como o prazo encerrou, o corpo de Marcos foi encaminhado ao Serviço Social e sepultado em um cemitério público como indigente.  Mesmo assim, os familiares podem ir até o IML e solicitar o local onde o corpo foi enterrado, assim como entrar com uma ação judicial para obter a exumação e o teste de DNA para obter os restos mortais do parente.

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