Suspeito é indiciado após idoso de 83 anos ser empurrado nos trilhos em Nova York (Foto: Instagram)
Um homem de 83 anos foi vítima de um ataque violento na plataforma da estação Lexington Avenue–63rd Street, em Nova York, quando, por volta das 11h40 do dia 8 de março, foi empurrado nos trilhos enquanto caminhava apoiado em uma bengala. Identificado como Richard Williams, o idoso foi surpreendido pelas costas e arremessado contra os trilhos do metrô das linhas F e Q em um dos pontos de maior movimento da cidade, frequentado diariamente por milhares de passageiros.
O suspeito, Bairon Hernandez, de acordo com o escritório do promotor de Manhattan, também teria empurrado outro passageiro de 30 anos minutos antes do ataque contra Williams. A primeira vítima caiu nos trilhos, sofrendo lesão no ombro ao tentar se afastar dos trens. Testemunhas relataram que Hernandez agiu de forma súbita e sem provocação aparente, gerando pânico entre quem aguardava o próximo trem na plataforma.
Com a queda, Richard Williams bateu o rosto no trilho e sofreu uma hemorragia cerebral grave. Socorrido pela equipe de emergência do metrô, ele foi levado a um hospital local, onde permaneceu em coma e não chegou a recuperar a consciência. Após nove dias internado, o idoso morreu em 17 de março, conforme atestado médico. A polícia confirmou que o outro passageiro empurrado recebeu atendimento e segue em condição estável.
O promotor distrital Alvin Bragg classificou a morte de Williams como um ato bárbaro que abala a segurança no transporte público de Nova York e anunciou que o caso será tratado com o máximo rigor. Hernandez foi formalmente acusado de homicídio em segundo grau, tentativa de agressão em primeiro grau e agressão em segundo grau. Em sua primeira audiência, o suspeito declarou-se inocente de todas as acusações.
As investigações adicionais apontam que Hernandez, natural de Honduras, possui um histórico criminal extenso, com 15 processos anteriores envolvendo agressão, violência doméstica, obstrução policial e delitos relacionados a drogas e armas. Registros federais indicam que ele ingressou nos Estados Unidos pela primeira vez em 2008 e foi deportado em quatro ocasiões, a última delas em 2020. Sua volta ao país ocorreu em data não confirmada pelas autoridades, que agora mantêm o suspeito sob custódia do Departamento de Segurança Interna enquanto o inquérito segue em andamento.