Gravação exibe mulher ao lado de companheiro horas antes de decapitá-lo
Paula Elen é presa em Itaquaquecetuba após matar e decapitar o companheiro
Por Administrador
Publicado em 31/03/2026 22:01
Politica

 

Imagens de câmeras de segurança de um condomínio em Itaquaquecetuba registraram os últimos instantes de Daniel dos Santos, de 32 anos, antes de ser morto e decapitado por Paula Elen Neves da Silva, de 24 anos. A investigação ganhou força com os depoimentos de um amigo que estava com o casal e da mãe da suspeita, que recebeu mensagens de confissão logo após o crime. A Polícia Civil busca confrontar a versão de reação a um suposto abuso sexual com as provas de destruição de cadáver coletadas no apartamento.

 

Novos registros apontam que, na manhã do último domingo (29), Paula chegou ao condomínio acompanhada de Daniel e de um terceiro indivíduo, minutos antes do assassinato. As imagens mostram o trio entrando no prédio e se dirigindo ao apartamento onde Paula morava com os filhos pequenos, sem chamar a atenção de outros moradores.

 

As gravações foram essenciais para traçar a cronologia dos fatos, confirmando que o grupo ingeriu bebidas alcoólicas antes do desfecho violento. O amigo que acompanhou o casal detalhou à polícia o comportamento de Daniel e de Paula durante a reunião. A mãe da suspeita também prestou depoimento, relatando que começou a receber mensagens da filha admitindo o crime pouco depois do ocorrido.

 

Em depoimento, Paula afirmou que fingiu estar dormindo no chão da sala, ao lado do sofá onde o companheiro estava. Segundo ela, viu Daniel abrir a fralda do filho de 3 anos e acreditou se tratar de um abuso sexual. A mulher declarou que reagiu de imediato, pegou uma faca de cozinha e desferiu vários golpes contra o homem para conter a suposta ação.

 

Após o ataque, a suspeita relatou ter entrado em desespero e tentado esquartejar o corpo. Ela disse ter decapitado Daniel e, em seguida, arrastado o tronco do sofá até o banheiro. A cabeça da vítima foi colocada em uma mochila escolar, enquanto o ambiente ficou repleto de sangue.

 

Logo depois, Paula trocou mensagens com familiares: enviou fotos e vídeos ao ex-marido — pai das crianças —, bem como à mãe e ao irmão, confessando o homicídio. O ex-companheiro só acreditou na autoria quando recebeu o material macabro. Ele informou que os filhos estavam no imóvel, mas não conseguiu precisar se presenciaram o crime.

 

A Polícia Civil registrou o caso como homicídio qualificado, destruição de cadáver, ocultação de cadáver e fraude processual. A perícia técnica analisou o apartamento em busca de vestígios sanguíneos e digitais. Paula foi detida em flagrante e, por causa de um corte na mão, recebeu atendimento em um hospital antes de ser levada ao Distrito Policial, onde permanece à disposição da Justiça.

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