O médico goiano Italo Lacerda Costa calculou que vender pamonha rende mais que um plantão hospitalar. Ele utilizou o exemplo de uma pamonharia localizada em Pires do Rio (GO), região sudeste do estado. O vídeo ultrapassou 1,6 milhão de visualizações nas redes sociais, onde acumula mais de 175 mil seguidores.
Na gravação, feita de forma descontraída, o médico, que atua no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Caldas Novas, no sul goiano, mostrou a pequena pamonharia, "um dos comércios mais humildade do mundo", e relatou a conversa com a vendedora.
Ao lado da mãe dentro do carro, ele calcula que cada pamonha é comercializada por R$ 8. Ao chegar ao local, por volta das 17h20, a comerciante teria informado que produziu 230 unidades naquele dia e que restavam apenas 10 para vender.
Com base nesses dados, o médico detalhou o cálculo: 230 pamonhas multiplicadas por R$ 8 resultam em R$ 1.840 de faturamento bruto em um único dia. No vídeo, ele estima que a produção da pamonha leve cerca de três horas, começando 12h, e que o ponto funcione até às 18h, o que totaliza uma jornada de cerca de seis horas entre preparo e vendas.
Na comparação, Italo afirmou que o valor seria superior ao recebido por um médico em um plantão de 12 horas em um hospital, que é R$ 1 mil em média. Ao mencionar os custos para a fabricação da pamonha, ele comparou também com o valor do curso de Medicina, e citou o investimento financeiro que teve para sua formação.
Filas
O vídeo também trouxe reflexões humoradas em relação ao risco de lidar com vidas e sobre a diferença de percepção das filas.
Segundo ele, enquanto pacientes costumam reclamar da espera em hospitais, no comércio a fila é vista como sinal positivo.
“Se tiver fila no hospital você acha ruim. Aqui, se tiver fila, ela está dando graças a Deus. Então, se você for inteligente, a pamonharia dá mais dinheiro a medicina", brincou Italo no vídeo.
Italo Lacosta é formado em medicina numa faculdade particular de Araguari, em Minas Gerais, e compartilha conteúdos voltados à rotina médica, especialmente na área de terapia intensiva, em tom humorístico. Na biografia do perfil, ele se apresenta como: "Um médico que resolveu fazer do humor o melhor remédio".
“Importante não é fazer humor, mas chamar atenção para levar a mensagem, e minha maior habilidade é com humor. Mas utilizo outras técnicas também, mas o humor é a que mais gosto. Inspirado no Nilton Pinto e Tom Carvalho, as lendas de Goiás", afirmou".
Fonte: "O Popular" de Goiania