A juíza aposentada que defendeu os penduricalhos para o Judiciário e reclamou não ter dinheiro para o lanche, recebeu R$ 709 mil só em salário líquido, em 2025.
A presidenta da ABMT (Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho) e juíza do Trabalho aposentada, Cláudia Márcia de Carvalho Soares, se aposentou pelo TRT1 (Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região).
As informações são públicas e estão no Painel de Remuneração do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
O rol exibe que ela também é isenta de Imposto de Renda. Esse benefício é concedido a pessoas com alguma doença grave, ou que recebam até 5 salários mínimos.
Juíza tem situação difícil
Em dezembro, ela pôde ter uma ceia de Natal razoavelmente boa, com o maior vencimento, R$ 128 mil líquidos.
Em audiência no STF para defender a manutenção dos penduricalhos dos servidores públicos, em revolta com a decisão de Flávio Dino que cortou os privilégios, ele fez duras críticas e lamentou que juízes de primeiro grau não tem carro (dado pelo Estado), e tem que, pasmem, pagar do próprio bolso a gasolina, o carro financiado.
Além disso, ela lamentou que eles também não possuem apartamento funcional, não tem plano de saúde, não tem refeitório, não tem água e nem ao menos café. Ela disse que desembargador, que são os juízes de tribunais, como ela, não tem praticamente nada, a não ser um carro, e mal tem dinheiro para um lanche.
A fala acabou repercutindo bastante, mesmo entre os críticos de Flávio Dino.
Informações da CNN