Com alta de cobre e ouro, setor mineral fatura R$ 300 bilhões em 2025
Minas Gerais, Pará e Bahia lideraram o faturamento
Por Administrador
Publicado em 03/02/2026 20:44
Politica

O setor mineral brasileiro registrou faturamento de R$ 298,8 bilhões em 2025, segundo dados divulgados nesta terça-feira (3) pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração).

 

O resultado representa uma alta de 10,3% em relação a 2024, quando o setor faturou R$ 270,8 bilhões.

 

O crescimento foi puxado principalmente pelos segmentos de ouro e cobre, que registraram avanços de 64% e 50,1%, respectivamente, no faturamento ao longo do ano.

 

No caso do ouro, a valorização está associada ao aumento da procura por ativos considerados mais seguros em meio às instabilidades geopolíticas e econômicas globais.

 

Já o cobre tem sido impulsionado pela transição energética: o metal é base para praticamente toda a cadeia de eletrificação. Está presente em veículos elétricos, cabos, redes e equipamentos de geração e transmissão de energia.

 

Dados da IEA (Agência Internacional de Energia) indicam que a demanda global por cobre deve crescer cerca de 30% até 2040, pressionada pela expansão das energias renováveis e da mobilidade elétrica.

 

Destaques estaduais e saldo no mercado

Minas Gerais, Pará e Bahia lideraram o faturamento, com participações de 39,9%, 34,5% e 4,5%, respectivamente, do total nacional.

 

Em 2025, o setor mineral gerou 8,3 mil novos empregos. A arrecadação de impostos e tributos pelo setor em 2025 alcançou R$ 103,1 bilhões

 

O minério de ferro, principal produto do setor, respondeu por 52,6% do faturamento, somando R$ 157,2 bilhões.

 

Impacto na balança comercial

As exportações minerais totalizaram 431 milhões de toneladas, alta de 7,1% em relação a 2024, com receita de aproximadamente US$ 46 bilhões, avanço de 6,2%.

 

O minério de ferro foi responsável por 63,3% do valor exportado.

Já as importações minerais registraram leve alta de 0,1%, alcançando US$ 8,5 bilhões, enquanto o volume caiu 1,3%, para 40,8 milhões de toneladas.

Por Gabriel Garcia (Mercado Hoje)

 

 
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